A febre coreana que contagia o mundo

Girls Generation, Super Junior, Wonder Girls, Se7en, Big Bang, The Boss, Kara, TVXQ, SHINee e Boa estão entre os conjuntos, só de garotos ou garotas, que transformaram o K-pop num fenômeno global. Misturando elementos de disco, hip-hop, techno e rock, eles têm feito adolescentes urrarem em shows cuidadosamente produzidos, de Pequim a São Paulo. Não é exagero falar em uma onda internacional com dimensões de tsunami.

Os astros desse universo não são talentos descobertos por acaso. Os jovens cantores, a maioria adolescentes, podem passar até dois anos sendo treinados em agências de Seul antes de subir ao palco. Na esperança de repetirem a trajetória de um Justin Bieber ou uma Taylor Swift, enfrentam uma preparação digna de academia militar. Não é à toa que, com um visual que combina sensualidade e inocência, parecem saídos dos mangás e animês: suas raízes estão no pop japonês (J-pop). Os coreanos aprenderam com o Japão a fazer música para o público teen, mas embrulharam o produto de forma mais sofisticada.